Igreja Ortodoxa São Jorge de Santos
Av. Ana Costa, 323. Gonzaga - Santos - SP
Chama-se Ortodoxia ao grupo
de Igrejas Cristãs orientais que professam a mesma fé e,
com algumas variantes culturais, praticam os mesmos ritos.
Sua origem está no próprio berço do
Cristianismo, pois a Igreja de Cristo teve início no Oriente e
de lá se expandiu para todo o mundo. Essas Igrejas não têm
um "fundador", como acontece com vários grupos religiosos,
uma vez que elas se organizaram a partir das primeiras comunidades cristãs.
Tudo começou em Jerusalém, com a pregação
e ministério de Jesus Cristo. Após a morte, ressurreição
e subida aos Céus do Senhor, foi-se fortalecendo a Igreja de Jerusalém,
sob a direção dos próprios Apóstolos de Jesus,
continuadores de sua obra. Ao iniciar-se, porém, a perseguição
judaica contra os cristãos e o
derramamento do sangue do primeiro mártir por Cristo, o diácono
Santo Estevão,
aproximadamente pelo ano de 32 d.C., muitos cristãos deixaram Jerusalém
e se
dispersaram por toda a Judéia, Samaria, Antioquia e outras regiões,
anunciando
o Evangelho, e assim foram se formando as primeiras Comunidades, promovidas,
posteriormente, a sedes episcopais e, por sua importância, patriarcais.
Sabe-se que os cristãos foram perseguidos tanto pelas
autoridades judaicas, quanto pelo Império Romano que os via como
praticantes de uma religião "não-autorizada",
ilegal, razão pela qual os mesmos não tinham liberdade de
culto, realizando suas reuniões nas casas e junto aos túmulos
dos mártires (catacumbas). Entrementes, a fé no Filho de
Deus já havia chegado à Acaia, hoje
Grécia, e à capital do império, Roma.
Tal situação, com maior ou menor rigor, perdurou
até o ano de 313,
quando o Imperador Constantino, o Grande, pelo Edito de Milão concedeu
liberdade religiosa a todos. O mesmo imperador Constantino fundou a cidade
de Constantinopla (onde antes era o sítio de Bizâncio e atualmente
é a cidade de Istambul, na Turquia), e para lá transferiu-se
a sede do império. Constantinopla foi chamada "a nova Roma".
Já então a administração da Igreja
estava estruturada, tendo à frente
os Bispos, Presbíteros (Padres) e Diáconos. A partir de
então, com a liberdade e oficialização concedidas
pelo Império, a Igreja passou a se fortalecer e definir liturgicamente,
enviando, ainda, missionários aos não-cristãos. A
Igreja Cristã oriental foi profundamente marcada, de forma geral,
pela época em que era a Igreja oficial do império.
Em 381 foi conferido ao Arcebispo da sede imperial, Constantinopla,
o primado de honra e o título de Patriarca, colocando-o logo depois
do Bispo de Roma, e em 451 recebeu a igualdade em honra e primazia em
relação ao mesmo. Finalmente, em 587 recebeu o título
de Patriarca Ecumênico. A par a Igreja de Constantinopla, as Comunidades
Cristãs mais antigas, ou seja, as Igrejas de Jerusalém,
Alexandria e Antioquia estavam igualmente organizadas quanto à
hierarquia e corpo doutrinário, em comunhão com as igrejas
irmãs.
No Brasil, a primeira Igreja Ortodoxa data de 1902 (Igreja
da Anunciação a Nossa Senhora, no centro da cidade de São
Paulo). Em Santos, a Igreja Ortodoxa São Jorge foi erguida em 1957.

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