A igreja fora iniciada por volta de 1599, em estilo barroco. Dizem as boas línguas que o ano era de 1580 quando os primeiros frades carmelitas chegaram a vila de Santos, e foram acolhidos por José Adorno e Catarina Monteiro. A vila, na época, era formada por um grupo de engenhos de cana-de-açúcar; a presença dos religiosos se fazia necessária para tomar conta da vida espiritual dos habitantes dessa terra. Instalaram-se, primeiramente, na Capela da Graça, que localizava-se na antiga Rua do Sal, depois Rua José Ricardo; demolida tempos depois. Eles iniciaram a construção do Convento e da Igreja de Nossa Sra. Do Carmo em terreno doado por Brás Cubas. Os dois, Convento e Igreja, davam de frente para o mar, ponto de chegada e de saída dos navios da Colônia e formam um conjunto barroco muito original no cenário brasileiro. Ainda hoje, as igrejas conservam a mesma fachada, apesar das reformas e mudanças ocorridas. A partir de 1956 a Catedral Santista instalou a Adoração Perpétua na Ordem do Carmo. O próprio conjunto carmelita reduziu suas instalações para dar passagem à abertura de novas ruas. O espaço dedicado ao Panteão doa Andradas, onde estão os restos mortais de José Bonifácio, foi doado pela Ordem do Carmo como forma de homenagear o ilustre santista. Fonte “O Carmelita”
– informativo do Convento do Carmo de Santos. Edição
jul/03
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